Nonsense Heart
Sou uma farsa. Sou só um garoto que faz textos aleatórios sobre sentimentos ou qualquer coisa à própria volta.

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Trecho 04:

 Desatei os nós

 e visei os prós.

 Corri dos contras,

 e daquilo que me atrasava.

 Finalmente criei a coragem que eu precisava.


Liberte:

 Eu preciso crescer.

 Não há mais o medo, não há mais o apego ao passado… Restou uma necessidade de crescer.

 De independer.

 Já ando me sentindo desligado de muitas coisas faz tempos, só não havia aceitado ainda. Mas acho que finalmente o tempo chegou.

 Hora de largar o passado, as tentativas de reconstrução… Tudo.

 Quem ficar, que fique por vontade própria. Não serei contra.

 Quem foi, vá sem dizer adeus. Pois eu cansei de tentar dizer oi.

 Hoje é o dia da liberdade, já estão ouvindo os sinos?


“I was born sick, but I love it.
Command me to be well ♪”
~ [Take Me To Church - Hozier]

Ele:

 Se sou tempestade de verão, ele é garoa de primavera.

 Me irrita de tão suave.

 Suas palavras são sempre calmas, enquanto meus gestos são tropeços.

 Grito, grito, grito e esbravejo. Ele respira, acalma, assente.

 Falo sem parar e ele ouve com a paz de espírito de um monge.

 Ó, existe ser tão mais calmo que ele?

 Ser que me irrite sem falar nada?

 Que quebre meus devaneios e meus estrondos sem ao menos um murmúrio? 

 Se existir, digam-no que eu já tenho meu escolhido.

 Pois se gosto dele, não direi.

 Mas acho que não precisa. É coisa que não se é dita.

 Ele sente.

 Assente.

 …

 E eu? Eu esbravejo.

 Grito.

 Berro e 

 Esperneio.


9 years ago · 0 notes · reblog

2014:

 A lágrima escorre, pinga e molha.

 O coração aperta.

 Esmigalha.

 Que a dor que eu sinto hoje seja o presságio dos dias bons.

 Porque o choro que hoje começa,

 finaliza o que deixei pra trás.


Peter Pan:

 A verdade é que eu estou com medo de crescer. Não sei se estou preparado para isso, sabe? Para a vida adulta que vem por aí…

 Pode ser tudo coisa da minha cabeça, pode mesmo. Mas algo dentro de mim não consegue aceitar que é só um número diferente na minha idade. Não consigo acreditar que tudo vai continuar o mesmo, que nada vai mudar e que é só “mais um aniversário”. Para mim parece que o peso do mundo está cada vez maior e a palavra “responsabilidade” se torna cada vez mais presente.

 Ok, deixe minha crise boba. Sei que ela é. Mas estou com medo, e isso é o que eu sou agora. Eu sou o medo de crescer, não estou pronto. Não ainda. Ainda não perdi meus sonhos de Peter Pan e nem minha imensa vontade de fantasiar. Não quero trocar os sonhos por projetos e nem as metas por prazos finais…

 Eu não quero crescer. Não ainda.